Roland Garros 2026:

Roland Garros 2026: guia completo do Grand Slam do saibro

Existe um momento no ano em que Paris para para o tênis. Nenhuma outra competição combina tão bem arte, resistência física e emoção quanto este Grand Slam do saibro. A edição 2026 vai de 18 de maio a 7 de junho, e já é uma das mais abertas da década. Sobretudo depois da ausência de Carlos Alcaraz, campeão defensor, que se lesionou no pulso durante a gira europeia de terra batida.

Por que Roland Garros é diferente de todos os outros Grand Slams?

O saibro parisiense é feito de cinco camadas compactadas com brita vermelha, calcário e areia de quartzo. A superfície desacelera a bola, produz um quique alto e exige paciência e resistência física que os outros três Grand Slams não pedem da mesma forma.

Além disso, Roland Garros é o único major disputado em terra batida. Jogadores que dominam as quadras duras podem ter dificuldades sérias em Paris, ao passo que especialistas do saibro voltam ao seu melhor tênis justamente neste período.

Vale lembrar que o nome do complexo homenageia Roland Garros, aviador francês que cruzou o Mediterrâneo de avião pela primeira vez em 1913. O estádio foi construído em 1928 para celebrar a conquista da Copa Davis pelos chamados “Mosqueteiros” franceses.

Quais são as datas e o calendário de 2026?

Fase de qualificação: 18 a 22 de maio Dia Yannick Noah: 23 de maio Início do quadro principal: 24 de maio Quartas de final: 2 e 3 de junho Semifinais: 4 e 5 de junho Final feminina: sábado, 6 de junho, às 15h locais Final masculina: domingo, 7 de junho, às 15h locais

Ademais, uma das novidades desta edição é a Tribune Concorde, zona gratuita para torcedores na Place de la Concorde, com 3.800 assentos e telões com transmissão ao vivo da Quadra Philippe-Chatrier.

Quem são os favoritos no quadro masculino?

A ausência de Alcaraz abriu o torneio de uma forma que não se via há anos. Por isso, Jannik Sinner chega como grande favorito depois de uma primavera dominante: venceu em Monte Carlo e em Madri e é o número um do mundo.

Os demais candidatos ao título:

Alexander Zverev, finalista em 2024, é o principal rival de Sinner. Outrossim, Novak Djokovic, tricampeão em Paris, nunca deve ser descartado mesmo aos 38 anos. Entre os azarões, João Fonseca é a grande aposta brasileira, ao lado de Holger Rune, Jack Draper, Lorenzo Musetti e Arthur Fils, campeão em Barcelona nesta gira de saibro.

Quem lidera o quadro feminino?

O saibro de Paris tem uma rainha bem conhecida. Iga Swiatek venceu Roland Garros quatro vezes entre 2020 e 2024. Na terra batida, a polonesa registra mais de 90% de aproveitamento, uma dominância comparada à de Nadal no auge.

As outras candidatas ao título:

Coco Gauff defende o título de 2025 e chega com o peso da campeã. Aryna Sabalenka, por sua vez, completou o Sunshine Double nesta temporada e busca seu primeiro título em Paris. Elena Rybakina sonha com a dobradinha Aberto da Austrália e Roland Garros. Já Mirra Andreeva, finalista em Madri, é o nome jovem que mais cresce entre as candidatas.

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Como são as quadras do complexo?

O Stade Roland Garros tem três quadras principais:

A Philippe-Chatrier é a arena central, com 15.000 lugares e teto retrátil. É o palco das finais e das aguardadas Night Sessions noturnas. A Suzanne-Lenglen, com 10.000 lugares, recebeu seu próprio teto retrátil concluído em 2024. A Simonne-Mathieu, com 5.000 lugares, fica dentro das estufas do Jardim Botânico de Paris, com um visual único no mundo do tênis.

Nesta edição, contudo, o torneio manteve os árbitros de linha humanos, indo na contramão dos outros três Grand Slams, que adotaram a arbitragem eletrônica.

Quais são as despedidas marcantes desta edição?

Esta edição carrega uma dose extra de emoção. Stan Wawrinka, campeão em 2015, disputa sua 21ª e última participação e será homenageado após o último jogo. Gaël Monfils se despede do torneio da sua cidade com um espetáculo especial no dia 21 de maio na Philippe-Chatrier, misturando tênis e cultura pop.

Igualmente emocionante, a homenagem a Althea Gibson está marcada para 26 de maio, celebrando os 70 anos da vitória dela em 1956, quando se tornou a primeira mulher negra a ganhar um Grand Slam.

O que esperar da experiência ao vivo em Paris?

Por fim, Roland Garros vai muito além do tênis. Durante o torneio, o complexo mistura gastronomia parisiense, moda e esporte num ambiente único. As Night Sessions na Philippe-Chatrier, sob as luzes da noite, são um espetáculo à parte. Portanto, quem está em Paris e não tem ingresso para as quadras principais pode aproveitar a Tribune Concorde de forma gratuita.

Nesta edição, a Federação Francesa de Tênis implementou pela primeira vez uma quadra de pickleball dentro do complexo. Toda a bilheteria é 100% digital, feita exclusivamente pelo aplicativo oficial de Roland Garros.

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mais especial dos quatro majors.

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