GP do Canadá de F1

GP do Canadá de F1: história do circuito Gilles Villeneuve

Há corridas no calendário da Fórmula 1 que vão além da disputa na pista. O GP do Canadá de F1 é uma delas. Realizado no coração de Montreal, o evento reúne história, clima imprevisível e um circuito capaz de surpreender qualquer piloto, da primeira à última volta. Em 2026, a etapa acontece de 22 a 24 de maio no Circuito Gilles Villeneuve, e promete manter viva uma das tradições mais queridas do esporte a motor.

Quando e como o circuito surgiu?

O GP do Canadá entrou no calendário da F1 em 1967, mas passou por diferentes traçados até encontrar um lar definitivo. Anteriormente, as corridas aconteciam em Mosport Park e em Mont-Tremblant. Por questões de segurança e infraestrutura, a organização decidiu criar um novo traçado.

Em 1978, a solução veio de uma ilha artificial no Rio São Lourenço. A Ilha Notre Dame havia sido construída para a Expo 67 e, depois dos Jogos Olímpicos de 1976, ganhou uma segunda vida como circuito de corrida. Assim nasceu o traçado que conhecemos hoje.

Naquela primeira edição em Montreal, o piloto da casa venceu a corrida. Gilles Villeneuve, ao volante de uma Ferrari, cruzou a linha em primeiro lugar na frente de sua torcida. Essa vitória emocionante fez com que o circuito recebesse seu nome, como homenagem permanente ao piloto mais querido do Canadá.

Quem foi Gilles Villeneuve?

Nascido em 18 de janeiro de 1950 em Saint-Jean-sur-Richelieu, Quebec, Gilles Villeneuve começou sua trajetória nas corridas de snowmobile, o esporte de inverno que é uma paixão na sua província natal. Ainda jovem, migrou para os carros e foi campeão da Fórmula Atlântica dos EUA e do Canadá em 1976.

Em seguida, chamou a atenção do mundo ao competir na Fórmula 1 com a McLaren em 1977. Naquela mesma temporada, a Ferrari o contratou e Villeneuve nunca mais saiu da equipe italiana. Ao longo de sua carreira, disputou 68 Grandes Prêmios, venceu seis corridas e chegou ao vice-campeonato mundial em 1979, a quatro pontos do título.

Niki Lauda, tricampeão mundial, chegou a dizer que Villeneuve era o mais talentoso de todos. Nelson Piquet completou: “De alguma forma estava louco, mas era um fenômeno. Fazia coisas na pista que ninguém mais conseguia fazer.”

Contudo, a carreira de Villeneuve foi interrompida de forma trágica. Em 8 de maio de 1982, durante o treino classificatório para o GP da Bélgica em Zolder, sua Ferrari colidiu com o carro de Jochen Mass. O impacto foi violento, o carro levantou voo e o piloto foi arremessado para fora do habitáculo. Villeneuve faleceu horas depois, aos 32 anos, deixando um legado que o tempo não apagou.

Como é o traçado do circuito hoje?

O Circuito Gilles Villeneuve tem 4,361 km de extensão e 14 curvas. O traçado combina longas retas que favorecem altas velocidades com chicanes técnicas que exigem precisão nos freios. Por isso, o circuito é classificado como de baixa carga aerodinâmica, o que obriga as equipes a equilibrar velocidade em reta com estabilidade nas curvas.

Três elementos definem o perfil da pista:

As retas longas permitem ultrapassagens diretas e tornam as estratégias de pit stop ainda mais decisivas. A curva em U conhecida como L’Épingle exige frenagem intensa e é um dos pontos clássicos de ultrapassagem. O Muro dos Campeões, na última chicane antes da reta de chegada, é o ponto mais temido e mais famoso do circuito.

O que é o Muro dos Campeões?

O nome surgiu em 1999 durante uma edição inesquecível do GP do Canadá. Naquele fim de semana, três campeões mundiais bateram exatamente no mesmo ponto da pista em questão de poucas voltas. Damon Hill, campeão de 1996, foi o primeiro. Logo depois, foi a vez de Michael Schumacher, que já carregava dois títulos. Por fim, Jacques Villeneuve, filho de Gilles e campeão de 1997, completou o trio no mesmo muro.

O apelido ficou. Igualmente, outros campeões foram vítimas ao longo dos anos: Jenson Button em 2005 e Sebastian Vettel em 2011, durante os treinos livres.

O muro ostenta a inscrição “Bienvenue au Québec”, que em português significa “Bem-vindo ao Quebec”. Portanto, a última imagem que muitos pilotos têm antes de abandonar a corrida é justamente essa saudação irônica da cidade anfitriã.

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Quais são os maiores recordes do circuito?

Os números do Circuito Gilles Villeneuve contam a história das maiores rivalidades da F1.

Michael Schumacher e Lewis Hamilton dividem o topo com sete vitórias cada um na pista. A Ferrari é a equipe mais vitoriosa, com 11 triunfos, seguida pela McLaren com nove. O recorde de volta mais rápida em corrida pertence a Valtteri Bottas, que marcou 1:13.078 em 2019 pilotando uma Mercedes.

Além disso, o GP do Canadá de 2011 entrou para a história como a corrida mais longa já disputada na Fórmula 1. Devido à chuva intensa e às entradas de Safety Car, a prova durou mais de quatro horas. Jenson Button venceu após largar em último, realizando nada menos que seis paradas nos boxes ao longo da corrida.

O que esperar da edição de 2026?

O GP do Canadá de 2026 acontece de 22 a 24 de maio no Circuito Gilles Villeneuve e traz novamente o formato Sprint no fim de semana. Sendo assim, os fãs terão duas corridas para acompanhar, além dos treinos e da classificação.

A temporada de 2026 chegou a Montreal sob o domínio de Kimi Antonelli, que já acumula três vitórias consecutivas e lidera o campeonato. Todavia, o circuito canadense é conhecido por virar o favoritismo de cabeça para baixo. O clima imprevisível, a possibilidade de chuva e a pressão psicológica do Muro dos Campeões garantem que nenhum resultado seja certo até a bandeira quadriculada.

Em 2025, George Russell venceu em Montreal, com Verstappen em segundo e o jovem Antonelli completando o pódio pela primeira vez. Será que em 2026 a história se repete ou o circuito escreve um novo capítulo?


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