A Taça Original da Copa do Mundo Nunca Fica com o Campeão

A Taça Original da Copa do Mundo Nunca Fica com o Campeão

Poucos torcedores sabem, mas a taça original da Copa do Mundo nunca vai para casa com a seleção campeã. Afinal, o troféu erguido no gramado, momentos depois da festa, retorna diretamente para a sede da Fifa, na Suíça, enquanto o país vencedor leva apenas uma réplica.

Por que o campeão não leva a taça original para casa?

Portanto, o motivo principal dessa regra é a segurança. O troféu atual, criado pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga em 1971 e utilizado pela primeira vez em 1974, é feito de ouro maciço de 18 quilates, mede 36,8 centímetros de altura e pesa 6,175 quilos. Consequentemente, um objeto tão valioso exige cuidados especiais, que vão muito além de simplesmente confiar a peça a uma federação nacional por quatro anos.

Desde quando essa regra existe?

Ademais, essa prática nem sempre foi assim. Até 2005, a seleção campeã podia expor a taça original em seu país até o início do ciclo do Mundial seguinte. Contudo, a partir da Copa de 2006, na Alemanha, a Fifa mudou o protocolo: o campeão ainda ergue o troféu de verdade durante a cerimônia de premiação, mas, logo depois, a peça retorna para a sede da entidade.

O que aconteceu com a antiga Taça Jules Rimet?

Outrossim, essa mudança de regra tem uma explicação histórica bem concreta. Antes do modelo atual, a Copa do Mundo utilizava a Taça Jules Rimet, entregue definitivamente ao Brasil após o tricampeonato de 1970, já que a regra da época permitia a posse permanente após três títulos. Sendo assim, o troféu ficou exposto na sede da CBF, no Rio de Janeiro, até ser roubado em 1983, em um crime que nunca foi solucionado e que, segundo a hipótese mais aceita, terminou com a peça derretida.

Igualmente marcante foi outro episódio de furto, ocorrido na Inglaterra, em 1966, quando a taça foi recuperada dias depois graças a um cachorro chamado Pickles, que a encontrou embrulhada debaixo de um arbusto.

Como é a réplica entregue ao campeão?

Todavia, a réplica que o país campeão leva para casa é visualmente idêntica à original, mas produzida em bronze e banhada a ouro, já que reproduzir o modelo original em ouro maciço seria financeiramente inviável para cada nova edição. Vale destacar que tanto a peça original quanto a réplica recebem o nome da seleção vencedora gravado na base, preservando o registro histórico em ambas as versões.

ItemTaça originalRéplica do campeão
MaterialOuro maciço 18 quilatesBronze banhado a ouro
Peso6,175 kgMais leve
Destino após a finalSede da Fifa, na SuíçaFica com o país campeão
Valor estimadoCerca de 300 mil dólaresValor simbólico

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Curiosidades sobre a taça da Copa do Mundo

Por fim, depois de cada final, a taça original passa por um processo de manutenção realizado por artesãos na Itália, que incluem polimento, gravação do nome do novo campeão e inspeção dos detalhes em malaquita, pedra verde presente na base do troféu. A Fifa também comercializa réplicas menores para torcedores, em tamanhos reduzidos, além de miniaturas da histórica Jules Rimet para colecionadores.

Sendo assim, mesmo sem poder guardar a peça original em casa, cada seleção campeã carrega para sempre seu nome gravado em um dos objetos mais cobiçados e simbólicos de todo o esporte mundial.

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